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‘Vice’ do Flamengo e o regresso de Jorge Jesus: “Seria natural…”

O vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, concedeu, esta terça-feira, uma extensa entrevista ao programa televisivo brasileiro ‘Arena SBT’, onde abordou diversos temas, entre eles as notícias que dão conta do suposto interesse em recuperar Jorge Jesus.

O dirigente do conjunto carioca teceu rasgados elogios ao agora treinador do Benfica, mas assegurou que, para já, não lhe passa pela cabeça recuperá-lo, especialmente pela forma como o ‘adeus’ se deu, no verão de 2020.

“Se ele achasse que poderia voltar um dia e eu achasse que poderia fazer, noutro momento, essa contratação de novo, seria natural. É pertinente, até porque teve uma maravilhosa sequência de títulos aqui. Mas acho que tudo na vida teve o seu tempo. Por enquanto, o Jorge faz parte do passado, de um bom passado”, afirmou.

“Levámos quatro ou cinco meses para fazer a renovação dele. Era uma renovação difícil. Vou confessar que, depois de renovarmos o contrato dele, achámos que já teríamos ultrapassado esse obstáculo. Mas, no meio de uma pandemia, tivemos que ultrapassar alguns pontos que o próprio Jorge me disse”, prosseguiu.

“O Jorge foi uma pessoa correta comigo quando tomou a decisão. Avisou-me que estava a pensar em seguir um outro norte para a vida e para a carreira. Talvez o Jorge não precisasse de ter feito a renovação, mas, já que fez, confesso que me apanhou de surpresa. Mas os adeptos têm que lhe dar esse crédito. Ele não é novo, já tinha quase 66 anos, estava longe da família. Num monte de indefinições que a pandemia trouxe, essa foi a questão central, e ele preferiu voltar ao clube e trabalhar com um presidente que é amigo pessoal dele, que é o Luís Filipe [Vieira]”, completou.

A terminar, Marcos Braz disse não haver “nenhum tipo de acordo” com o Benfica que impedisse a aquisição de jogadores do Flamengo: “Por razões óbvias, pelo próprio presidente, que enquanto esteve aqui sabia que estava a levar um técnico que tinha contrato em vigência com um clube do tamanho do Flamengo, até partiu deles, para que não houvesse um atrito ainda maior ou qualquer outro tipo de problema. Não houve um acordo, mas houve um bom-senso”.

Via
Noticias ao Minuto

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