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Sérgio Conceição quer vencer em Alvalade e recusa “desculpas”

Sérgio Conceição anteviu, esta sexta-feira, em conferência de imprensa o Clássico da quarta jornada, com o Sporting, no qual assumiu o desejo de vencer, sem qualquer “desculpa” face à paragem para seleções e às mudanças de última hora no plantel do FC Porto.

FC Porto com pouca margem de erro: Os resultados importantes são as vitórias. Quando cheguei há quase quatro anos, disseram que tinha um teste importante no primeiro jogo, depois num outro, depois na Liga dos Campeões… Andei em testes, e ainda bem. Gosto de me sentir no fio da navalha, porque gosto de ir à luta. Sou um lutador. Nem sempre faço bem as coisas, mas faço-as em consciência de que estou a fazer o melhor. É um jogo, vale três pontos, contra um concorrente direto. O Sporting é um histórico candidato ao título.

Sporting mais competitivo: Espero um FC Porto ganhador como na época passada. A outras equipas, não me cabe comentar.

Como pode surpreender o Sporting: Poderá haver surpresa na caraterística do jogador que se encaixa num modelo de jogo. Um Nakajima e um Felipe Anderson são diferentes de Corona ou Otávio, por exemplo. A diferença é dada pelas caraterísticas. Mas existe um conhecimento coletivo e também individual, cada vez mais, dos jogadores que compõem o onze. Estamos preparados para isso.

Reforços prontos a entrar: A exigência de um clube como o FC Porto, por muito bom jogador que seja, obriga a um período de adaptação, até à própria equipa. Não é num estalar de dedos. É muito difícil porque existem aspetos fundamentais para os quais não estão ainda preparados. Mas têm uma disponibilidade fantástica uma grande alegria por chegar a um clube de grande dimensão na Europa e no mundo. Estamos a analisar as sensações que temos dos jogadores. Tudo isto torna as coisas mais difíceis, mas isto não é qualquer tipo de desculpa. No fim, o que conta é o jogo de amanhã e o treinador. Nunca me desculpei com nada, nem com lesões, castigos… Ao longo de três anos nunca o fiz, mas isto é factual.

Que jogo espera: Tenho alguma dificuldade em perceber o estado de alguns jogadores. Uns com viagens longas, outros com minutos em cima… Sei o que quero para o jogo e o que planeámos, assim como o conhecimento do adversário. Essa preparação tornou-se mais difícil por estas condicionantes.

Balanço do mercado: Um treinador é um eterno insatisfeito. É o mercado que é, não podemos estar super-felizes quando se perdem jogadores importantes para a equipa, mas é normal. Temos que respeitar o mercado. A dificuldade que existe a nível mundial, ainda para mais no nosso país, e num clube que está sob alçada financeira da UEFA, torna tudo ainda mais difícil. Os novos jogadores foram por empréstimo, do mercado nacional, e alguns a ‘custo zero’. Isto diz muito da nossa realidade. Estou aqui para treinar, os dirigentes estão para olhar para outras situações, como o equilíbrio financeiro do clube.

Paragem para seleções: Trabalhei com sete jogadores durante duas semanas, depois foram chegando mais, o que dificulta muito a preparação de um jogo. Quando se faz um trabalho, a equipa toda está englobada, e aqui não aconteceu. Há mais essa dificuldade, mas tem de ficar para trás das costas, temos que olhar para o treino de hoje e para o jogo de amanhã.

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