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SELEÇÃO DO MUNDO: A ORIGEM DOS CRAQUES PORTUGUESES

Quem viaja um pouco por todo o Mundo sabe que, de facto, há sempre um português por perto mesmo que esteja escondido. É fácil conhecer pessoas com diversas ligações ao nosso país – aqui em Kratovo já encontrámos um voluntário da FIFA que é australiano… com pais portugueses – e, talvez também por isso, a Seleção Nacional sente os efeitos dessa diversidade da diáspora nacional. É que a equipa das quinas tem jogadores nascidos em três continentes diferentes, num total de seis países.

São sete os atletas que não vieram ao Mundo em território português. Uns são mais óbvios do que outros, logo a começar por aquele que será o mais conhecido. Pepe é natural de Maceió, em Alagoas, no Brasil, mas aos 18 anos decidiu aventurar-se por Portugal e acabou por assumir mesmo a nossa nacionalidade. Agora, é um das principais figuras da alma lusitana e um dos defesas mais internacionais de sempre.

Ainda assim, o país estrangeiro mais representado na Seleção Nacional é França. De terras gaulesas chega o trio formado por Adrien, Anthony Lopes e Raphaël Guerreiro. O médio do Leicester nasceu em Angoulême, mas tem pai português e foi definitivamente para solo luso aos 10 anos. Já tanto o pai como a mãe de Lopes são portugueses, tal como o pai de Guerreiro, mas no caso do guarda-redes e do lateral, até falar a língua de Camões não é assim tão natural…

Outro caso conhecido mas curioso é o de Cédric. Com pais emigrantes, o lateral-direito nasceu em Singen, na Alemanha, mas fixou-se em Portugal logo aos 2 anos, pelo que pode mesmo considerar-se um lusitano de gema. Por outro lado, William Carvalho chegou de Luanda a Portugal quando era muito pequeno, num caso semelhante ao de Gelson Martins, que nasceu na cidade da Praia, Cabo Verde. Agora, ‘A Portuguesa’ une estes três continentes num só país que, na Rússia, vai em busca de conquistar o Mundo.

Uma autêntica Liga das Nações

Se os países de nascimento oferecem uma grande diversidade na Seleção Nacional, as ligas em que atuam os 23 eleitos de Fernando Santos trazem uma mistura ainda maior ao puzzle português. Podemos mesmo dizer que a equipa das quinas é uma autêntica Liga das Nações, uma vez que há… 10 campeonatos diferentes representados nos atuais campeões europeus.

Mesmo contabilizando ainda o quarteto sportinguista, a Premier League iguala a Liga NOS como a que tem uma presença mais fortes dos homens do engenheiro. No lado nacional, o benfiquista Rúben Dias junta-se a Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson, enquanto a Premier League apresenta Adrien e Ricardo Pereira (Leicester), Bernardo Silva (Manchester City), João Mário (West Ham) e Cédric (Southampton).

Segue-se a Turquia, com Quaresma, Pepe e Beto, enquanto França (Anthony Lopes e João Moutinho), Itália (Mário Rui e André Silva) e Espanha (Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes) surgem perto. O ramalhete fica completo por Escócia (Bruno Alves), Rússia (Manuel Fernandes), Alemanha (Raphaël Guerreiro) e China (José Fonte).

 

Fonte: Record.

Origem
Record

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