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Passaporte nas mãos dos ‘meninos’: As notas do Sacavenense-Sporting

O Sporting carimbou, esta segunda-feira, o passaporte para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, ao golear o Sacavenense, por 7-1, numa partida em que, tal como Emanuel Ferro tinha prometido na véspera, não deu qualquer tipo de espaço a “facilitismos”.

Frente a um conjunto do Campeonato de Portugal que, como seria de esperar, procurou adiar ao máximo o golo para criar alguma instabilidade, os leões marcaram logo na primeira oportunidade de que dispuseram, por intermédio de Nuno Santos, a passe de Jovane Cabral.

Esta foi, de resto, uma dupla verdadeiramente ‘infernal’ durante toda a partida, numa equipa verde e branca que deu primazia à circulação de bola, e que, na primeira parte, dominou os acontecimentos praticamente na totalidade.

Foi, assim, com naturalidade que, ainda antes do apito para o intervalo, chegou ao 3-0, graças a um cabeceamento certeiro de Sebastian Coates a passe de Nuno Santos, e a uma grande penalidade convertida com sucesso por Jovane Cabral.

A tendência manteve-se no arranque da segunda parte, com mais um golo do internacional uruguaio logo a abrir, que teve o condão de desinibir o Sacavenense, que assumiu um jogo bem mais partido e acabou mesmo por chegar ao golo, por Iaquinta, que festejou com natural emoção.

Daí em diante, as oportunidades foram-se sucedendo de parte a parte, mas os três últimos golos acabaram por surgir apenas já bem perto do apito final. Pedro Marques, com um bis, e Gonçalo Inácio, com o outro golo, selaram o resultado final. O Sporting fica, agora, à espera de conhecer o próximo adversário, no sorteio de quarta-feira.

Figura

Mais uma grande exibição de Nuno Santos de leão ao peito, ele que se vai tornando, a par de Pedro Gonçalves, no reforço de verão com mais impacto na produção ofensiva do Sporting. Desta feita, marcou um golo (ainda viu outro anulado por fora de jogo), deu dois a marcar e protagonizou uma grande parceria com Jovane Cabral, que poderia ter provocado um desnível ainda maior no resultado final.

Surpresa

Aos 19 anos, Gonçalo Inácio vai provando, a cada oportunidade que lhe é concedida por Rúben Amorim, que pode ser uma excelente alternativa ao habitual tridente ofensivo, composto por Sebastian Coates, Luís Neto e Zouhair Feddal. Assinou um desempenho repleto de personalidade, a ‘transpirar’ segurança até mesmo na hora de arriscar nos passes verticais.

Desilusão

Se Gonçalo Inácio vai aproveitando as oportunidades para convencer, Cristian Borja aproveita-as para comprovar por que não tem merecido mais minutos. Começou o jogo do lado direito da defesa, mas deixou muito a desejar, sem conseguir acrescentar nada ao ataque e a demonstrar, por mais do que uma vez, displicência na hora de defender. Na segunda parte, passou para o lado esquerdo, mas não fez muito melhor.

Treinadores

Rui Gomes: O Sacavenense entrou para o jogo apostado em adiar o golo do Sporting ao máximo, na expetativa de, eventualmente, ver o adversário ceder sob pressão. No entanto, curiosamente, foi só quando se livrou de ‘tabus’ que mostrou algo mais. Na segunda parte – especialmente após a entrada de Yuk Jinyoung – a equipa do terceiro escalão ‘agigantou-se’ e conseguiu criar dificuldades ao adversário.

Rúben Amorim: Frente a um adversário (teoricamente) simples de bater, poderia haver a tentação de relaxar num ou outro momento de jogo, mas a verdade é que o Sporting encarou o desafio com total profissionalismo. Dominou de início ao fim, e, com exceção de uma quebra na segunda parte, nunca deu sinais de que poderia ser surpreendido no Jamor.

Árbitro

Um bom desempenho de Hélder Malheiro, numa partida, muitas vezes, jogada em ritmo de treino, que apenas exigiu um olho mais ‘clínico’ a espaços. Foi o caso da grande penalidade assinalada a favor do Sporting aos 31 minutos, por falta de Iaquinta sobre Andraz Sporar, cujas imagens não deixam margem para dúvidas. Também primou pela coerência no capítulo disciplinar.

Via
Noticias ao Minuto

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