
Regresso de Alex Telles: Temos um grupo competitivo e que me dá garantias. Não estão uns estão outros. É com os que temos à nossa disposição que tentamos dar uma resposta.
Paragem prejudicou mais os ‘grandes’: O ambiente é todo novo e diferente. O que eu estava a dizer há pouco é que os jogos à porta fechada fazem lembrar os jogos de pré-época, quando o nosso nível competitivo ainda é baixo. Vamo-nos apercebendo que é difícil jogar contra um adversário onde não há o ambiente e atmosfera que os jogadores estão habituados há anos. E há diferenças entre quem joga para assumir as despesas do jogo e quem joga para outro resultado. Os apanha-bolas estão distanciados entre 75 a 100 metros… vejam o tempo que não se perde para repor a bola em jogo. Não quero cartões amarelos aos 90+2 minutos… É perda de tempo. Há situações dentro do jogo que são mais graves que um penálti ou uma jogada do género. Há três jogadores do Famalicão que deviam ter sido expulsos. Ninguém fala disso. Vejo na imprensa escrita a pontuação dos árbitros e o nosso foi o que teve menos.
Deslizes de Marchesín: Também tenho deslizes como treinador. Equivoco-me algumas vezes no onze inicial, depois do jogo tenho outras sensações. Quando escolho penso que estou a fazer o melhor, quando faço substituições também… Jogamos contra adversários que também são competentes. A forma como olhamos para os erros é que é importante e de ressalvar. Ouvi uma ou outra crítica que desejei boa sorte aos árbitros. Os árbitros não precisam de ser felizes, precisam de ser competentes. Se forem felizes e competentes, tanto melhor. Penso que não tivemos uma jornada também não muito feliz e competente no que foi a arbitragem.
Jogos à porta fechada – favoritismo: As equipas teoricamente mais fortes acabam por ter esse favoritismo. Para ter favoritismo é preciso demonstrá-lo durante 90 minutos. Acredito que, por exemplo amanhã, entrar com 45 mil pessoas ou 50 mil pessoas… entrar sem público é sempre pior. O público é uma mais-valia. Mas temos de aceitar a realidade. Se me perguntarem, acho que há condições para ter públicos nos estádios. Lamentamos a falta de público, mas temos de jogar sem ele.
Jogo com Marítimo: Os jogadores são praticamente os mesmos e penso que é uma equipa que neste momento está muito bem orientada. Esperamos um jogo difícil, como são todos os jogos de campeonato. Cabe-nos a nós assumir e dizer que temos de ganhar. O ambiente será diferente, estranho, onde falta o condimento que é o público. Esse é o condimento que cria uma atmosfera única num estádio de futebol. Estamos a aprender, todos, todas as equipas e todos os intervenientes.
Nakajima: Já falei na semana passada. É um assunto de direção e não é um assunto do grupo neste momento.
Renovação: Eu tenho contrato, ponto. O presidente sabe o que eu penso e da relação que temos.
Aposta na formação: Já tive oportunidade de falar um bocadinho com o Fernando Gomes. As minhas ideias e o que eu penso, para tornar o FC Porto mais forte, estarei aqui para ajudar. Mas o meu foco é o jogo de amanhã.
Cinco substituições: Eu fui sempre a favor de regras que pudessem dar qualidade ao jogo. Falo de frescura, intensidade… para que o jogo seja sempre atrativo. A nove jornadas do fim introduzir uma nova regra não sei se será benéfico. Se for bom para o futebol está, contudo, obviamente a favor.
Eleições: Antes de mais tenho de fazer uma nota importante, porque houve eleições no clube. Primeiro dar os parabéns aos sócios e ao número de sócios que foram votar, que é bem demonstrativo da vida e da força do associativismo do FC Porto, que é a base de qualquer grande clube. Dar os parabéns aos três candidatos e, depois, uma última palavra, para lembrar a importância da continuidade do nosso presidente, que é boa notícia para o futebol nacional e mundial. Estamos provavelmente a falar do melhor dirigente de sempre. Espero que possamos enriquecer o museu com mais dois títulos.
Antevisão: O FC Porto recebe, nesta quarta-feira, o Marítimo, pelas 21h30, num duelo relativo à 26.ª jornada da Liga portuguesa.
Duas equipas que começaram com o pé esquerdo o regresso à competição: se os dragões tombaram em Famalicão (1-2), colocando em risco a liderança da prova por 24 horas, já os insulares não foram além de um empate (1-1) contra o Vitória SC.
Recordar que os dragões lideram a classificação com 60 pontos, exatamente a mesma pontuação que o Benfica, já os madeirenses estão na 15.ª posição, com 25 pontos.
Sérgio Conceição começa a fazer a antevisão a este encontro a partir das 12h no centro de treinos do Olival. Pode acompanhar as declarações do técnico azul e branco.




