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Mundial está a deixar Ronaldo mais perto de outra Bola de Ouro

Mundial 2018

Como se o triunfo na Liga dos Campeões não bastasse, Cristiano Ronaldo está a deixar a concorrência a milhas no Campeonato do Mundo – e com isso a reforçar a candidatura a mais uma Bola de Ouro, que poderá ser a terceira consecutiva e a sexta do currículo do internacional português, mas também ao prémio de melhor do mundo da FIFA, entregue separadamente do galardão da France Football pelo terceiro ano, e que o madeirense arrebatou nas duas edições anteriores.

Cristiano Ronaldo está a ser a grande figura do Mundial na Rússia, com um desempenho que já lhe valeu vários recordes históricos. Quatro golos marcados em dois jogos elevaram para 85 o total ao serviço da equipa portuguesa, e fizeram dele o melhor marcador da história das selecções europeias, à frente do histórico Puskas. Entre os contemporâneos de Cristiano Ronaldo, ninguém se lhe tem aproximado na Rússia. Messi não faz a diferença numa Argentina que está à deriva. E Neymar está discreto num Brasil que tem sido irregular.

Os números não mentem: Cristiano Ronaldo tem sido mais eficaz do que os rivais na Rússia e, com quatro golos, lidera a tabela dos goleadores deste Mundial. Neymar fez um, e Messi ainda não inaugurou a conta pessoal, tendo inclusivamente desperdiçado um penálti na partida contra a Islândia. Os dados que a empresa de estatística desportiva Opta fornece ao PÚBLICO mostram que os três “craques” fizeram o mesmo número de remates à baliza – seis (excluindo remates bloqueados). Desse total, o português acertou quatro vezes na baliza. Já o brasileiro encontrou o alvo cinco vezes, e o argentino apenas três.

O ritmo goleador de Cristiano Ronaldo tem-se revelado difícil de acompanhar para os restantes candidatos ao prémio de melhor jogador do mundo. A média de um golo a cada 45 minutos impõe respeito (Neymar marcou um golo em 180 minutos e Messi está “em branco” no mesmo período de tempo), e o madeirense também pode orgulhar-se de já ter exibido a sua variedade de recursos técnicos: marcou um golo de pé esquerdo, dois de pé direito e um de cabeça. Já o brasileiro utilizou o pé esquerdo para marcar o seu único golo até ao momento no Mundial 2018.

A preponderância destes três futebolistas de topo nas respectivas selecções também se vê pelo número de oportunidades que criam. Neymar lidera esse item estatístico, com sete oportunidades criadas, seguido por Messi (5) e só depois surge Cristiano Ronaldo (2). O brasileiro é o mais competente na distribuição da bola, com 88,4% de passes certos. O português atinge os 85% de acerto no passe e o argentino fica-se pelos 82,4%.

Porém, a fraca produção atacante da Argentina (um golo marcado em dois jogos) não pode ser responsabilidade de Messi, que até tem a percentagem mais elevada de passes certos no meio-campo atacante (79,8%), à frente de Cristiano Ronaldo (78,9%) e Neymar (76,8%), indicam os dados da Opta. O argentino também é, dos três, aquele que mais passes faz para a frente (42,2%), contra 31,4% do brasileiro e 25% do português. Em sentido contrário, Cristiano Ronaldo faz mais passes para trás (38,3%) do que Neymar (26,7%) e Messi (11,8%).

Há algo de que Neymar pode queixar-se: ele é consideravelmente mais castigado pelos adversários do que os rivais. O brasileiro já sofreu 14 faltas (e cometeu quatro), ao passo que Cristiano Ronaldo foi travado em falta nove vezes (cometeu uma) e Messi sofreu sete faltas (cometeu três). A quantidade de faltas sofridas por Neymar também se explica pelo número de disputas em que se envolveu (54 no total, tendo ganho 26 delas). Messi ganhou 23 das 44 bolas disputadas e Cristiano Ronaldo ficou com 15 das 25 bolas que disputou. As disputas aéreas corroboram a imagem de superioridade do português: ganhou seis das 11 bolas disputadas pelo ar, contra uma (em duas) de Neymar e nenhuma de Messi.

Fonte: Publico.

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