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“Foi uma experiência muito boa. Poder estar ali ao pé do João Mário…”

Pode nem sempre parecer, mas no futebol nem tudo se resume aos resultados. O sonho do Sacavenense na Taça de Portugal esbarrou no poderio do Sporting, mas os jogadores do emblema de Sacavém guardam boas memórias apesar de o resultado (1-7) ter sido bastante desnivelado. É o caso de Daniel Pinto, jovem médio de apenas 20 anos que alinhou os 90 minutos disputados no Jamor diante dos leões.

Em entrevista ao Desporto ao Minuto, Dani garante que o resultado pesado não reflete as horas de trabalho do Sacavenense, sublinhando que o golo de Nuno Santos, logo aos três minutos, acabou por deitar por terra a estratégia montada para o jogo. 

“Para já, é sempre bom perceber que em termos mediáticos as pessoas estavam com mais atenção do que aquilo que normalmente recebemos no Campeonato Portugal. Quanto ao jogo, foi muito complicado. Estudámos muito bem o Sporting, mas às vezes dentro de campo as coisas correm de forma diferente. Aquele golo cedo abalou-nos e a intensidade que o Sporting aplicou no jogo é totalmente diferente daquela que estamos habituados no Campeonato Portugal”, começa por dizer Dani Pinto, prosseguindo. 

“O que nós queríamos era aguentar o máximo tempo possível sem sofrer golos para podermos enervar o Sporting e tentar aproveitar algum erro que eles pudessem cometer. Nós trabalhámos imenso para este jogo, mas, tal como disse, às vezes as coisas não correm conforme planeado. E depois aqueles três golos nos últimos cinco minutos também já foram fruto do nosso cansaço. Foi um resultado desajustado face àquilo que estávamos à espera”, explica o médio do Sacavenense. 

Jogadores do Sporting impressionaram 

Daniel Pinto afirma-se, ainda, impressionado com a forma física dos jogadores do Sporting. O duelo com os leões provocou um enorme desgaste no plantel do Sacavenense, mas o jovem médio português prefere olhar para o lado bom das coisas e deixa elogios aos adversários.

“Foi uma experiência muito boa. Além de defrontar o Sporting, poder estar ali ao pé de grandes jogadores, como o João Mário, que foi campeão europeu… É sempre bom. Deu para aprender. É assim que temos de pensar. Todos os jogadores do Sporting deixaram-me impressionado. A forma como tocavam na bola, a intensidade que apresentavam, sempre muito rápidos a pensar. Foi uma surpresa para mim porque não pensava que houvesse tanta intensidade na I Liga”, destaca. 

Jogo teria sido diferente em Sacavém

O jogo entre Sacavenense e Sporting teve de ser disputado no Jamor, habitual palco da final da Taça de Portugal, algo que deixa um sentimento agridoce a Dani. Se por um lado, o facto de pisar o relvado do Jamor deixa boas memórias, o jogador de 20 anos acredita que, por outro, o jogo teria sido bastante diferente caso o Sacavenense pudesse jogar no seu “cantinho”.

“Foi muito bom ter jogado no Jamor, porque é onde se joga a final da Taça de Portugal e é um estádio histórico. Mas jogar em Sacavém é jogar em casa, é jogar no nosso cantinho e é muito difícil para os adversários ganharem lá. Tenho a certeza que se o jogo tivesse sido lá, teria sido muito mais difícil para o Sporting. Os nossos adeptos são excelentes. Na saída para o jogo com o Sporting esperaram por nós e deram-nos um grande apoio”, confessa.

O ídolo Thiago Alcântara

Depois de três eliminatórias na Taça de Portugal, o Sacavenense volta a centrar baterias somente no Campeonato Portugal. Atualmente no quinto lugar da Série F, Dani Pinto estabelece objetivos coletivos e pessoais, ao mesmo tempo que admite ser adepto de Thiago Alcântara, internacional espanhol que joga no Liverpool. 

“O nosso objetivo é ficar dentro dos primeiros cinco lugares. Se continuarmos a trabalhar desta forma, acho que vamos conseguir. Pessoalmente, gostava muito de chegar à I Liga e tenho o sonho de jogar na Premier League e na La Liga. Restam-me continuar a trabalhar para um dia ter essa oportunidade”, remata o número 6 do Sacavenense.

Via
Noticias ao Minuto

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