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“É difícil ver em Luís Maximiano o interesse em sair do Sporting”

Titular indiscutível durante grande parte da temporada 2019/20, Luís Maximiano parte para a nova temporada numa situação completamente diferente, face à contratação de Adán, que chega a Alvalade depois de se ‘fartar’ de ser a ‘sombra’ de Jan Oblak no Atlético de Madrid.

O espanhol promete complicar a vida ao jovem guarda-redes, mas Alexandre Santos, que trabalhou com ele ao serviço da equipa de sub-23 do Sporting, acredita que esta nova ‘dor de cabeça’ pode ser “positiva” para “um guarda-redes de referência nacional e até já com algum impacto internacional devido à juventude e à qualidade que tem”.

“É sempre preciso ver a política do clube e os objetivos da direção desportiva e do treinador para se perceber melhor o porquê desta contratação. Vendo de fora, eventualmente consideraram que é importante dar maturidade e experiência à posição, embora isto não signifique que se retira automaticamente a hipótese de o Max continuar a ser aposta a titular”, afirmou o treinador do Alverca, em declarações exclusivas ao Desporto ao Minuto.

Alexandre Santos reconhece que “Max fica com uma situação mais competitiva, o que é sempre bom para a equipa e para o treinador”, mas sublinha que “ter alguém ao lado com o currículo e a experiência que Adán tem, só pode ser visto  como positivo, como uma forma de, em conjunto com a equipa técnica, poder evoluir ainda mais”,

“Há um ano, havia muitas questões relacionadas com a hipótese de o Max vir a ser um guarda-redes de referência, mas ele já demonstrou, em vários momentos, que tem condições para ser titular do Sporting e um dos grandes guarda-redes já do presente do futebol português”, completou.

Itália já lhe ‘bate à porta’… mas valerá à pena?

Em paralelo com a chegada de Adán a Alvalade, surgem notícias que dão conta do interesse de clubes da Serie A – entre eles o AC Milan – em Luís Maximiano, e até  de uma proposta que pode chegar aos oito milhões de euros. Algo que, na ótica de Alexandre Santos, até pode ter estado na origem da aquisição de Adán.

“Não é fácil os guarda-redes serem transferíveis por elevadas verbas. Na verdade, se calhar, o Sporting está a acautelar-se para qualquer situação que apareça. O Max, ao ser muito jovem e ao demonstrar as qualidades que tem, pode, a qualquer momento, surgir uma proposta irrecusável para o Sporting e para o próprio jogador”, refere.

O técnico reconhece que “estas oportunidades de transacionar um guarda-redes por um valor tão elevado podem não surgir duas vezes”, mas coloca algumas interrogações quanto ao benefício deste tipo de ‘salto’ para a carreira da jovem promessa das balizas.

“O Max chegou à equipa principal há muito pouco tempo, tenho dúvidas que se sinta verdadeiramente interessado em sair quando chegou a um clube no qual trabalhou durante tantos anos para chegar à equipa A. É difícil ver no Max esse interesse. Não quer dizer que as propostas que apareçam não sejam tão aliciantes ou oportunidades únicas para o Sporting e para o Max”, atira.

“Há muito pouco tempo, o sonho do Max era ser o guarda-redes da equipa principal do Sporting. Se agora o conseguiu ser, com exibições bastantes boas, acho que é muito mais sensato que este protagonismo seja sustentado numa nova época de grande afirmação. Até porque ele também sabe que a afirmação definitiva no Sporting o pode transportar rapidamente para a seleção A, que é outro grande objetivo da carreira dele”, completa.

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