Futebol

Clubes profissionais podem avançar para o corte de salários já em abril

Medida tem sido discutida entre vários emblemas e poderá avançar no próximo mês.

A situação que pois se vive um pouco por todo o mundo por conta da pandemia do novo coronavírus atingiu de forma muito profunda o mundo do futebol. Vários são os clubes que irão cortar nos salários dos seus jogadores de modo cumprir os pressupostos financeiros, uma medida que deverá chegar a Portugal.

O jornal Record escreve no entanto na edição impressa desta quinta-feira que os clubes profissionais vão avançar para redução dos salários dos jogadores. A medida tem sido motivo de conversas entre vários emblemas e que poderá avançar já no próximo mês de abril, já que os salários de março estão assegurados.

A mesma fonte entretanto adianta que os clubes esperam ainda pela posição definitiva do Governo em relação a questões laborais, sendo certo que nenhuma SAD ou SDUQS irá avançar para os cortes de forma unilateral, numa situação que será aplicada em todos os clubes da mesma forma.

Cada clube conversará previamente com os futebolistas antes de proceder a tais cortes, sendo que a ideia de todos os emblemas é proteger os jogadores com salários mais baixos. Nesse sentido, deverão existir diferentes escalões nesta medida, e os futebolistas com salários mais altos serão aqueles que terão o corte mais elevado.

Jogadores dispostos a dialogar, mas Sindicato pede solução uniforme

O eventual corte de salários dos jogadores tem sido discutida entre a Liga e o Sindicato dos Jogadores. Joaquim Evangelista diz que os atletas estão dispostos a dialogar, mas sublinha que não podem ser apenas os jogadores a ser afetados por estes cortes.

“É injusto querer fazer o reajustamento apenas à custa dos jogadores. Não podem ser só eles a fazerem sacrifícios”, sublinhou Joaquim Evangelista, em declarações ao jornal Record, sublinhando que “a haver cortes nos salários dos jogadores, terá de ser feita uma quantificação das perdas dos clubes”.

“Precisamos de saber o porquê de eventuais cortes, porque isto não pode ser a olho. Há rácios que têm de ser escrutinados”, avisa, considerando que não faz sentido pensar já em redução em abril. “As únicas receitas que os clubes deixaram de ter foram de bilheteira. Para muitos deles, sai mais barato ter os estádios fechados…”, apontou.

“Acho injusto colocar os jogadores no olho do furação e a falta de respeito para os principais protagonistas. São eles que alavancam o futebol. As receitas bilionárias da FIFA, da UEFA, das federações, dos clubes, devem-se a eles. Merecem esse respeito. Os jogadores estão dispostos a fazer sacrifícios, temos consciência que depois da crise haverá um ajustamento, mas exigem respeito”, conclui.

Via
Noticias ao Minuto

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