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As notas do Famalicão-FC Porto: Mais valia 1 ponto na mão que 3 a voar

Depois de uma indesejada e não procurada espera de três meses, o futebol regressou esta quarta-feira ao seu espaço natural, ainda que sem os habituais adereços cénicos que lhe dão vida e alma.

Despido da presença humana para além da estritamente necessária, o jogo entre FC Porto e Famalicão decorreu como esperado. Com um maior domínio no Municipal de Famalicão da equipa visitante e com uma maior procura do erro adversário por parte da equipa da casa.

Com apenas um ponto de avanço sobre o Benfica à entrada para este encontro, depois de quase três meses de paragem, o FC Porto, pode dizer-se, entrou bem na partida, mas perdido dos caminhos que fazem os adeptos vibrar, os caminhos do golo.

Depois de uma primeira parte murcha de oportunidades, mas com bom futebol jogado – físico, aguerrido, mas nem por isso desprovido de sentido técnico e tático – foi no segundo que o barco portista afundou. E se afundou foi porque nas mãos de Marche não encontrou porto seguro para seguir viagem. 

Após um erro grosseiro no primeiro golo famalicense, entregando, após atraso, a bola a Fábio Martins, o guardião portista deixou saudades de Casillas ao recolher a bola do fundo das redes após bomba de Pedro Gonçalves. 

Entre o primeiro tento, marcado aos 48 – veja aqui – , e o segundo tento da casa, marcado aos 78 minutos – veja aqui -, Corona, um dos abonos portistas, ainda deu um ar de sua graça. 

Num Dragão que só podia entrar em campo com um missão, talvez se tenha sentido, de forma severa, a falta de ritmo, mas também de Alex Telles e Marcano, um ausente por castigo e outro por uma infeliz lesão contraída no regresso ao trabalho.

Mas vamos às notas do jogo. 

Figura: Pedro Gonçalves. Além de pautar grande parte do jogo quer ofensivo quer defensivo da sua equipa, a acutilância que incute em cada jogada faz dele um elemento distinto numa equipa repleta de jovens talentos. Ontem marcou um golo de levantar as bancadas que estavam vazias, dando nova mostra que, muito possivelmente, já está preparado para outro patamar competitivo. Ciente das suas qualidades, mas também das do grupo, organizou, distribuiu e marcou. 

Desilusão: Marchesín. O argentino teve um dia para esquecer. Se no lance do primeiro golo deixou e muito a desejar, no segundo, uma bomba do meio da rua, podia, talvez, num dia de grandes exibições, ter feito melhor. Se não é culpado de tudo o que correu mal, uma quota parte do insucesso portista em Famalicão deveu-se a um conjunto de intervenções por si falhadas. 

Surpresa: Defendi. Por impossibilidade de jogar Vaná, o experiente guardião voltou a guardar as redes do Famalicão. Logo no minuto inicial teve uma boa saída às pés de Marega e durante quase todo o encontro foi um muro difícil de transportar (mas também de encontrar, dadas as dificuldades atacantes do FC Porto). Com um punhado de intervenções essenciais, evitou a festa do adversário e permitiu à sua equipa olhar mais para cima na tabela classificativa. Resta saber se vai regressar na próxima jornada… ao banco.

Treinadores

João Pedro Sousa: Entrou com a sua habitual estratégia que durante a primeira metade do campeonato deu frutos. Com um futebol montado sob os comandos da inteligência e controlo da posse de bola, foi surpreendido por uma pressão alta muito forte durante o primeiro tempo. Mexeu taticamente ainda antes do intervalo no sentido de sintonizar a equipa para uma maior atenção à profundidade e colheu os resultados do erro do adversário e do talento individual da sua própria equipa. Sai com nota positiva do encontro e com caminho para continuar a sonhar com lugares mais altos na tabela classificativa.

Sérgio Conceição: Privado de duas peças normalmente essenciais para a sua estratégia defensiva e ofensiva, casos de Marcano e Alex Telles, apostou num onze de controlo do meio-campo. Chamou Marega e Soares para o ataque e quase se mostrou certeiro com a aposta no maliano. Luís Díaz, o seu pivot de jogo ofensivo, esteve algo ‘desaparecido’ no primeiro tempo, mas Conceição corrigiu ao intervalo e conseguiu dar-lhe mais algum jogo no segundo tempo. Sai ‘vergado’ pelo erro do seu guardião e pelo que chamou de falta de mentalidade competitiva da sua equipa provavelmente um dos sintomas mais agudos da falta de jogos nos últimos meses.

Árbitro: Nuno Almeida. A sua nomeação foi mal recebida para este encontro, mas pareceu ter conseguido provar aos críticos o contrário. Disciplinarmente algo rígido, terminou os 90 minutos sem grandes erros a assinalar. Num dos lances de maior dúvida, uma alegada falta de Pepe, terá tomado a decisão certa ao não apontar para a marca de grande penalidade nesse lance.

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