Futebol

Advogados alteraram confissão de Ronaldo no caso Mayorga

Der Spiegel

Jogador terá admitido aos defensores que Kathryn Mayorga não consentiu relação sexual, em Las Vegas. Advogados garantem que “parte significativa” dos e-mails usados pela revista .”Der Spiegel” para escrever a notícia foram “alterados e/ou completamente fabricados”.

Cristiano Ronaldo terá admitido aos seus advogados que Kathryn Mayorga, a jovem norte-americana que o acusa de a ter violado, disse várias vezes que não queria ter sexo e que tentou várias vezes terminar com o ato sexual, que ocorreu, em 2009, num hotel de Las Vegas, nos EUA. Porém, os responsáveis portugueses pela defesa do jogador terão alterado as respostas a um questionário que este deu, de forma a demonstrar que tudo o que aconteceu na suite do Palms Casino Resorts foi consensual.

Quem avança com esta possibilidade é a revista alemã “Der Spiegel”, que sustenta a história em e-mails trocados entre as equipas de advogados contratadas no Porto, Londres e Las Vegas pelo agora avançado da Juventus e que foram tornados públicos pela plataforma Football Leaks.

Num questionário de 27 páginas, garante a publicação alemã, Cristiano Ronaldo referiu, logo em setembro de 2009, três meses após as férias que passou nos Estados Unidos da América, que Kathryn Mayorga disse que não estava preparada para fazer sexo, uma vez que tinha acabado de o conhecer. Contudo, continuou, agarrou-lhe no pénis. Mas, no questionário final que os advogados do Porto enviaram, em dezembro do mesmo ano, aos seus colegas no estrangeiro é ocultada a parte em que Ronaldo terá admitido a recusa da modelo em concretizar o ato sexual.

No mesmo documento criado para que os advogados preparassem da melhor forma possível a defesa do goleador, o número 7 da Seleção Nacional terá confessado: “Ela estava deitada na cama e eu entrei por trás. Foi bruto. Ela disse que não queria, mas colocou-se disponível. Não trocámos de posição durante 5/7 minutos”. Porém, no documento finalizado três meses depois. A versão é outra: “Ela estava deitada na cama e eu entrei por trás. Aliás, foi bruto. Não trocámos de posição durante 5/7 minutos. Ela não se queixou, não gritou, não pediu ajuda ou algo parecido”.

Certamnt Ronaldo, terá ainda admitido que Mayorga chamou-lhe. Após a relação sexual, “parvo”, “idiota” e que se queixou. De ele a ter forçado a sexo anal, razão pela qual pediu desculpa. Mas nada disto aparece na versão final do questionário.

À “Der Spiegel”, os advogados portuenses asseguram. Que “parte significativa” dos e-mails usados para escrever a notícia foram “alterados e/ou completamente fabricados”.

Fonte: Jornal de Notícias.

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